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Você sabia? 70% dos brasileiros com mais de 50 anos têm alguma doença crônica

Levantamento feito pela Fundação Oswaldo Cruz de Minas mostra que 7 entre 10 brasileiros com mais de 50 anos têm alguma doença crônica. O estudo, realizado com base em entrevistas feitas em 70 municípios das cinco regiões do País, revela que 40% dos entrevistados idosos apresentam uma doença de longa duração e 30%, duas ou mais. A hipertensão é a mais comum, seguida por problemas na coluna, colesterol alto e catarata.


Batizado de Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros, o trabalho lançado no início de Outubro integra uma rede internacional de pesquisas sobre o envelhecimento. Atualmente, o país apresenta 29,3 milhões de idosos. A expectativa é de que, em 2030, o número de idosos supere o de crianças e adolescentes.

O conjunto dos estudos brasileiros sobre envelhecimento mostra ser alta a ocorrência de várias doenças associadas na população acima dos 50 anos. Dois a cada três entrevistados apresentavam duas doenças ou mais. No caso da catarata, por exemplo, pacientes têm, em média, 4 doenças associadas. Na hipertensão, 3,5.


Desafio

Os estudos indicam ainda que apenas metade dos pacientes com hipertensão tem a doença controlada. Pesquisadores consideram que o dado representa um desafio para a saúde pública brasileira. O problema é maior entre o grupo com menor escolaridade e com pior situação socioeconômica. A baixa condição socioeconômica é o terceiro fator de risco para a mortalidade em adultos, atrás apenas de tabagismo e inatividade física.

Os estudos revelam, por exemplo, que idosos mais pobres ou aqueles com escolaridade mais baixa apresentam piores indicadores na saúde bucal, praticam menos atividades físicas de forma regular, são mais frágeis, usam menos medicamentos do que o indicado por médicos e reúnem menos condições físicas para trabalhar. Além de apresentarem os piores indicadores da pressão.


Medo de cair

A pesquisa avaliou ainda os receios dos entrevistados. O estudo indica que 43% da população brasileira acima de 50 anos receia cair na rua, por causa de defeitos nas calçadas, 30% dizem viver em regiões muito inseguras e 6% já tiveram a casa invadida. 

Os resultados impressionam sobretudo pelo fato de que 85% da população idosa vive em áreas urbanas.


O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, reconheceu o problema. “Sabemos que isso é realidade, as calçadas são inadequadas. É necessário o diagnóstico para que todos nós possamos tomar as medidas.” O receio de cair reduz a mobilidade da pessoa com mais idade, afeta sua independência e aumenta sua fragilidade. Estudos mostram que, quanto maior o sedentarismo do idoso, maior o risco de ele sofrer quedas. 


Visão de Futuro

O crescimento na preocupação atual em estabelecer um novo modelo de atenção à saúde, pensando também nos idosos que teremos no futuro, é muito positivo. Os dados de hoje, apesar de alarmantes, vêm para alertar as organizações públicas e privadas sobre a necessidade de uma reestruturação não só no modelo de saúde, mas na abordagem do paciente em relação à sua mudança de comportamento. Ele deve ser o principal responsável por seu cuidado e estar consciente sobre a utilização adequada dos recursos assistenciais, para que, no futuro, suas condições de vida sejam as melhores possíveis e o sistema de saúde tenha recursos para atendê-lo com dignidade.



*Por Fernanda Rodrigues, Coordenadora de Marketing na AxisMed.


Referência: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,sete-em-cada-dez-brasileiros-com-mais-de-50-anos-tem-alguma-doenca-cronica,70002528456

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