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Qual a melhor forma de avaliar os investimentos em saúde populacional e corporativa?

A convite da Aliança para Saúde Populacional (ASAP), a pergunta foi respondida por Cesar Rodriguez, CEO da AxisMed, para o qual o uso consciente dos recursos pelas empresas e dos benefícios por parte dos colaboradores, são dois dos caminhos para equilibrar gastos e ainda garantir a sustentabilidade do setor. Confira abaixo.



Para o CEO da AxisMed, Cesar Rodriguez, os responsáveis pelos investimentos em saúde nas empresas – sejam os vice-presidentes de recurso humanos, os diretores de benefícios ou os CFOs – têm o desafio de encontrar um equilíbrio entre a melhor performance dos números a curto prazo e ações que garantam o futuro sustentável do setor saúde. Embora difícil, essa não é uma tarefa impossível – inclusive porque, na visão de Rodriguez, recursos não faltam no Brasil. Os gargalos ainda estão na gestão dos gastos e no uso dos benefícios. “Não falta dinheiro no Brasil. O problema é como gerenciar de forma correta esse dinheiro para que as pessoas sejam atendidas naquilo que elas precisam”, afirmou o CEO, durante conversa com Luiz Edmundo Rosa, Diretor de Desenvolvimento de Pessoas da ABRH Brasil, para a recente edição do programa Cinco Minutos com a ASAP.


O caminho para isso está no investimento em Gestão de Saúde Populacional (GSP). “É importante criar estratégias de monitoramento e acompanhamento. Desta forma, minimizamos os custos com casos mais complexos." Por outro lado, ciente de que o mercado brasileiro tem suas particularidades, Rodriguez sugere passos modestos nos programas de saúde rumo a um objetivo maior. “Teste projetos e utilize medidas simples. Uma vez estando seguro, avance para projetos e indicadores mais complexos”, aconselha.


O especialista também lembra que é importante valorizar mais exemplos locais de boas práticas. “Não pense tanto nos Estados Unidos e na Europa. O Brasil é o Brasil. E temos aqui hoje empresas que estão fazendo um trabalho ótimo em gerenciamento da saúde populacional de seus empregados. Então, não é preciso reinventar a roda”.


Mudança de mentalidade


A metas exigidas de executivos da área financeira das empresas podem, segundo Cesar, afastá-los de uma visão mais ampla acerca dos contextos onde são realizados os investimentos em saúde. Trata-se de um hábito natural no mundo dos negócios, mas que carece de maior flexibilidade quando o assunto é saúde.


“Infelizmente, a sociedade em que vivemos hoje não dá muita chance para trabalhar na visão das empresas”, afirma Rodriguez. “Os esforços dos executivos quase sempre estão unicamente voltados a levar a companhia aos melhores resultados financeiros num curto prazo. Com isso, não há muito tempo para trabalhar essa cultura."


Texto reproduzido de: http://www.asapsaude.org.br/qual-a-melhor-forma-de-avaliar-os-investimentos-em-saude-populacional-e-corporativa/

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