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O remédio tem nome e se chama B.I.

O simples reconhecimento da relevância de ferramentas de análise e cruzamento de dados já representa uma evolução para o modelo de saúde do Brasil. Conheça o artigo completo do nosso CEO, Cesar Rodriguez.

A saúde global caminha rumo ao colapso financeiro. Nos Estados Unidos, os gastos nessa área chegaram a US$ 3,2 trilhões em 2016. O Brasil consome em torno de 2% de seu PIB somente para custear o tratamento de doenças crônicas, de acordo com o DataSUS do Ministério da Saúde. Hospitais e pronto-socorros tornam-se um depósito de problemas não resolvidos, recebendo desnecessariamente quem poderia resolver sua simples dor de cabeça por telefone. O mais impressionante é saber que algumas soluções estão plenamente acessíveis e atendem pelo nome de tecnologia.

Uma das mais recentes inovações surgiu ano passado no Reino Unido. Uma startup viabilizou, por meio de um app, a realização de uma consulta médica em vídeo. Caso haja prescrição de receita, ela é direcionada pela internet. Já em Israel, o Doctome oferta consultas online por videoconferências ou chats de qualquer parte do mundo, 24 horas por dia e de acordo com o idioma do paciente.

Por sua vez, o México encontrou uma saída eficiente para reverter a proporção de 1,5 médicos e de 2,1 enfermeiros para cada mil pessoas, muito abaixo do recomendado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A solução, desde 2000, é um programa pelo qual os pacientes obtêm orientações clínicas por telefone mediante uma mensalidade fixa. Um milhão de famílias já usufruem do sistema e, da média de 90 mil chamadas por mês, 62% são resolvidas por telefone. Os indianos utilizam smartphones para acionar assistência médica e de enfermagem via call center. Recebem um diagnóstico por telefone a partir de evidências clínicas e algoritmos e, se necessário, a receita médica é enviada para a farmácia mais próxima de sua residência. Já os registros de serviços de saúde são integrados eletronicamente e estão disponíveis aos pacientes.

No Brasil, iniciativa privada pode e deve dar os primeiros passos rumo à saúde digital. Um estudo da AxisMed, companhia do grupo Telefónica, revelou que apenas 15% das empresas do país têm domínio de informações sobre a saúde dos seus funcionários e colaboradores e conseguem adotar programas de gestão. Outras 51% afirmam conhecer a realidade do absenteísmo e os custos das doenças, mas têm iniciativas muito incipientes. Finalmente há um grupo de 34% de empresas que não colocaram nenhuma iniciativa em prática.

O simples reconhecimento da relevância de ferramentas de análise e cruzamento de dados já representa uma evolução. Ao se mapear as condições clínicas de cada membro da equipe, seus hábitos e estilo de vida, histórico de internações, exames e consultas, as empresas passam a deter uma ferramenta poderosa para uma gestão de saúde mais assertiva, com benefícios tangíveis, que incluem melhoria da produtividade e expressiva redução dos índices de absenteísmo.

Isto significa menos duplicidade de exames e de visitas recorrentes a pronto-socorros, além de uma integração mais efetiva com centros médicos, clínicas de diagnósticos, consumo de medicamentos, internações hospitalares e bem-estar dos pacientes. O poder da informação nas mãos das pessoas aproxima-nos da tão almejada universalização da saúde, aquela mesma que abrange a lista de direitos constitucionais dos brasileiros.


* Cesar Rodriguez Dominguez, CEO da AxisMed

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