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Hábitos saudáveis e a relação com menores taxas de incidência do câncer: o que você deve saber?

Atualizado: 23 de Mar de 2018

O acesso dos brasileiros aos tratamentos mais modernos para o câncer através do sistema público é baixo. Países subdesenvolvidos como o Nepal, encontraram alternativas de tratamentos com bons resultados. No Brasil, são muitas as urgências a serem tratadas. Uma delas é a educação continuada da população, que precisa valorizar mais a relação entre os hábitos saudáveis e a redução nas taxas de incidência da doença.

O desafio do Brasil no enfrentamento de doenças como o câncer é cada vez maior. São cerca de 600 mil novos casos a cada ano. A necessidade em tornar mais acessíveis os recursos modernos contra a doença é urgente. Entre eles, os medicamentos imunoterápicos, hoje considerados uma das principais armas para reduzir ou curar tumores, por agirem de forma muito mais precisa e menos danosa às células saudáveis em comparação à quimioterapia convencional. Outras urgências são oferecer mais opções para a aplicação de radioterapia, bastante usada para bloquear o crescimento dos tumores de forma não invasiva, e ampliar a rede de centros cirúrgicos.


“Um dos problemas é que a marcação da consulta para as cirurgias já demora até três meses”, disse o médico Sérgio Simon, à frente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, entidade que reúne 1,4 mil especialistas brasileiros. Em entrevista recente, o médico falou sobre o acesso a tratamentos em outros países e como a adoção de hábitos saudáveis pode reduzir significativamente a incidência do câncer.


Para melhorar o cenário brasileiro, uma das prioridades, segundo Simon, é a introdução de novas tecnologias e medicamentos na lista dos recursos disponíveis no Sistema Único de Saúde. Há várias patologias contra as quais o SUS ainda está defasado em relação ao que é oferecido pela saúde complementar. Boas notícias já começaram a surgir: o governo aprovou em 2017 um tratamento bem atual para o câncer de mama HER2 positivo, que representa cerca de 20% dos casos. O tratamento agora disponível na rede pública faze muita diferença para as pacientes, quanto à sobrevida.


Por outro lado, há muitas outras opções de remédios, para diversos tumores, que ainda não chegaram ao SUS. A expectativa é auxiliar o ministério a encontrar soluções junto às companhias farmacêuticas para que fiquem disponíveis. “Um exemplo são opções contra o câncer de pulmão com mutação em EGFR (tipo que atinge até 60% dos casos em não fumantes). Hoje há um tratamento por via oral, bem melhor para o paciente, mas que não está disponível no sistema público. Em vez de tomarem um comprimido por dia apenas, os pacientes são submetidos à quimioterapia. O resultado do tratamento é inferior e a toxicidade, maior. A espera por radioterapia pode chegar a seis meses. Nesse tempo, você pode perder a chance de curar um paciente”, menciona Simon.


Em comparação com outros países, o continente onde talvez o acesso aos melhores tratamentos seja maior é a Europa. Outros países, ainda que distantes de uma solução completa para o problema, já possuem alternativas de acessibilidade com bons resultados. No Nepal, por exemplo, os pacientes praticamente não tem apoio dos hospitais públicos e a população é muito pobre. Porém, em muitos casos, os pacientes conseguem opções muito mais baratas, como os remédios genéricos fabricados na Índia. No Brasil, o custo do tratamento de pacientes com câncer de pulmão com mutação em EGRF é de R$ 4 mil por mês. No nepal, o genérico do remédio custa US$ 60 dólares por mês (cerca de R$ 190). Os efeitos de eficácia observados são semelhantes aos vistos no Brasil, o que quer dizer que o tratamento funciona. Isso é possível também devido às questões legais que a Índia não enfrenta, como a lei de patentes. Lá, não há o gasto tão elevado para o desenvolvimento de drogas.


E qual o papel da educação continuada à população?


O investimento em campanhas de educação continuada no Brasil é baixo. A informação não pode ser dada uma vez e nunca mais. Os hábitos saudáveis e a prevenção devem ser sempre relembrados. Poucos brasileiros sabem, por exemplo, que o álcool contribui para vários tipos de câncer, como o de cabeça e pescoço, de esôfago e de fígado. Também hoje é consenso que o câncer de mama é bem mais frequente em mulheres que bebem regularmente.


Obesidade, exposição à luz do sol sem proteção, sedentarismo e dieta pobre em fibras e rica em gordura e frituras, por exemplo, podem diretamente influenciar no desenvolvimento da doença. Adotar hábitos saudáveis de vida reduz a incidência de câncer em 40%, o que é um número muito grande. Apenas cessar o tabagismo baixaria 30% dessa taxa.


*Por: Fernanda Rodrigues, Coordenadora de Marketing na AxisMed.


Fonte: https://istoe.com.br/adotar-habitos-saudaveis-reduz-em-40-incidencia-de-cancer/

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