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Em 2040, o Brasil terá investimentos em saúde equivalentes a 11% do PIB. O que isso representa?

Projeções mostram que a expectativa é que em 2040, o Brasil invista em saúde 11% do PIB – quase o mesmo que a França. Mas o investimento privado, aquele feito pelos cidadãos, será quase metade do total. O que isso representa?

Um estudo internacional do periódico The Lancet, publicado pela Revista Época, fez uma projeção de qual será o investimento em saúde no ano de 2040, em 184 países. O Brasil aparece entre os países com o maior investimento privado no setor. As projeções foram feitas com base no cenário atual de cada país e levam a uma reflexão – o investimento privado em saúde no Brasil é (e será) alto demais?


Conforme a expectativa de vida de um país se eleva (e essa é uma realidade no Brasil) é comum que os gastos com saúde aumentem. Assim, em 2040, espera-se que o país destine 11% do Produto Interno Bruto (PIB) à saúde. Será algo equivalente, em termos de percentagem do PIB, ao aplicado por países desenvolvidos e conhecidos por manter sistemas de saúde exemplares, como a França (cujo gasto deverá ficar em torno de 12% em 2040) e o Reino Unido (9,6%) - países que contam com sistemas universais de saúde, como o SUS brasileiro.


A notícia para o Brasil traz um ponto de atenção importante – o gasto total será equivalente ao de países ricos. Já o gasto público, que corresponde ao investimento feito pelo governo em saúde, ficará muito abaixo do praticado pelos mesmos países mencionados acima ou mesmo quando comparado com países de perfil econômico semelhante ao Brasileiro. Na França e no Reino Unido, o governo será responsável por 80% e 83% desse investimento, respectivamente. No Brasil, a previsão é um investimento de 56%. Todo o restante será gasto privado, de responsabilidade dos cidadãos e empresas.


Para chegar a esses números, o estudo, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, foi conduzido por pesquisadores de uma rede global que reúne mais de 250 especialistas em saúde de diversos países, inclusive do Brasil.

E não é só na comparação com países desenvolvidos, de renda alta, que o Brasil perde no quesito gasto público. Nosso país entra em um grupo, definido pelo Banco Mundial, formado por países de “renda média alta”, que inclui Argentina, Equador e outros 54 países. Quando o critério é investimento total em saúde, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking. Quando fala-se em investimento público, caímos para a 39ª posição.

Hoje, os gastos com saúde equivalem, em média, a 7,2% do orçamento das famílias no Brasil. O dado é da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, de 2008. Perdem apenas para gastos com habitação, alimentação e transporte.


O investimento privado em saúde no Brasil é alto. Os números brasileiros superam aqueles verificados em outros países com sistemas universais de saúde. E superam também aqueles encontrados em países com perfil econômico semelhante ao brasileiro. O cenário é complexo, sobretudo em momentos de crise econômica – quando pessoas perdem empregos e a cobertura de planos de saúde empresariais.

De acordo com a ANS e o Instituto de Estudos em Saúde Suplementar, no ano de 2015, 22,5 bilhões de reais foram gastos em saúde considerados evitáveis. O Brasil precisa adotar um modelo de gestão de saúde integrado, que valorize o paciente como centro da atenção e estimule o empoderamento dos mesmos em busca do próprio bem-estar. É uma quebra de paradigma, uma forte mudança cultural que envolve proatividade em relação à saúde, com cuidados preventivos e hábitos saudáveis.


Gestão de Saúde é o nosso negócio!


Referências:

ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar;

IESS – Instituto de Estudos em Saúde Suplementar;

Revista Época: http://epoca.globo.com/saude/check-up/noticia/2017/06/o-brasileiro-gasta-muito-com-saude.html

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