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Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: falar sobre o tema pode salvar vidas

No Brasil, aproximadamente 32 brasileiros colocam fim à própria vida, a cada dia.  Os dados mundiais indicam que ocorre uma tentativa a cada três segundos e um suicídio a cada 40 segundos. O suicídio está entre as principais causas das mortes entre jovens, de 15 a 29 anos, e também de crianças e adolescentes.





No esforço para mudar esses números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que a data de 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.  Há quatro anos a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), promove a campanha nacional Setembro Amarelo.


O Brasil é um país com índices baixos (6 casos por 100 mil habitantes, contra 12 da média mundial), mas vive um momento delicado. Enquanto os índices têm caído na maioria dos países, as taxas brasileiras avançam. Entre 2002 e 2012, o número de casos subiu 34%. Entre adolescentes de 10 a 14 anos, o aumento chegou a 40%, de acordo com o último levantamento do Mapa da Violência.


Talvez você nunca tenha visto esses dados. Isso ocorre porque o suicídio ainda é um tema tratado como tabu e costuma vir acompanhado de um fator que contribui para o seu alastramento: o silêncio. No entanto, discutir o assunto – e entender os fatores que levam a ele – são as únicas armas que temos contra o suicídio. Por isso, campanhas como o Setembro Amarelo se fazem tão importantes.


Pensando principalmente nos casos crescentes envolvendo jovens, abaixo há alguns sinais simples de que as coisas não estão bem. Observe:

  • Frases ou publicações nas redes sociais que falem de solidão, isolamento, culpa, apatia, autodepreciação, desejo de vingança ou hostilidade fora do comum. Coisas como: “Não faço nada direito, sou um lixo”, “Não quero sair da cama nunca mais”, “Mais uma madrugada sem sono”, “Quero que todo mundo se dane”, “Vocês não vão precisar mais se preocupar comigo”;

  • Impulsividade: aumentar o uso de álcool ou drogas, mudanças drásticas de peso, dirigir perigosamente;

  • Uso frequente de emojis negativos;

  • Perguntas sobre métodos letais, como facas, armas ou pílulas;

  • Enaltecer e glamourizar a morte;

  • Desfazer-se de objetos pessoais e dar adeus.

A importância da saúde mental


De fato, entre todos os fatores de risco, o maior previsor de suicídio é a ocorrência de doenças mentais. Segundo a OMS, 90% das pessoas que se suicidam apresentavam algum desequilíbrio, como depressão, transtorno bipolar, dependência de substâncias e esquizofrenia – e 10% a 15% dos que sofrem de depressão tentam acabar com a vida.  

Ainda assim, a OMS defende que 90% dos suicídios poderiam ser evitados. O desafio é cuidar das doenças mentais como cuidamos das outras doenças. Cerca de 60% das pessoas que se suicidam nunca se consultaram com um psicólogo ou psiquiatra.


Como oferecer apoio?

  • Mostre que você se importa, que a pessoa não está sozinha. Ofereça ajuda sem julgar ou dar conselhos: Diga: “estou preocupado com você.  Quer conversar? O que posso fazer para te ajudar?”

  • Não compare sofrimentos: não exija que o seu amigo se sinta alegre por ter menos problemas que outras pessoas. Cada um lida com os sentimentos de forma particular.

  • Pergunte se seu amigo cogita se matar. Se a resposta for “sim”, não entre em pânico. Compartilhar pensamentos suicidas pode aliviar a sensação de isolamento.

  • O melhor caminho é sugerir auxílio profissional. Por exemplo: “tudo bem se não quiser se abrir comigo, quer ajuda para encontrar um psicólogo?”


Se você está com problemas:

Ligue para o Centro de Valorização à Vida (CVV) pelo número 141 (é 24 horas).



Fontes: https://super.abril.com.br/sociedade/sim-o-melhor-e-falar-sobre-suicidio/

http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-09/cada-40-segundos-ha-um-suicidio-no-mundo


*Por Fernanda Rodrigues, Coordenadora de Marketing na AxisMed.

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