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CEO da AxisMed participa do Painel Transformação Digital na Saúde, na Futurecom 2018

Atualizado: 29 de Out de 2018

O assunto foi tema de um importante painel, que promoveu troca de experiências e visão de perspectivas de futuro, com a participação de Cezar Rodriguez, CEO da AxisMed e de outros importantes executivos do setor.

Em 2018, a Futurecom completou 20 anos. O encontro traz, a cada ano, a vivência de um ecossistema ampliado de Tecnologia, Telecomunicações, Transformação Digital e Negócios na América Latina, com muito conteúdo, experiências e atrações. É o ponto de encontro de profissionais, empreendedores e investidores em busca dos lançamentos impactantes do setor e das empresas que são referência no assunto.

Nosso CEO, Cesar Rodriguez, foi convidado a participar de um painel que abordou a Transformação Digital na Saúde, juntamente com outros importantes executivos do setor. Para a moderação, Gauthama Nassif, Gerente Comercial de TI em Saúde (UBM Brazil), parte do Grupo Informa e, como participantes da mesa, Thiago Júlio, Gerente de Inovação e Curador do Cubo Health – DASA e Ricardo Santoro, CIO do Hospital Israelita Albert Einstein.

“Estamos saindo de uma saúde homogênea para começar a pensar em saúde populacional, ter dados e processos suficientes para, em seguida, atingir uma saúde personalizada e preditiva. Em termos de point of care, estamos saindo de um modelo hospitalocêntrico para um modelo de mais cuidado de transição, cuidado em casa, nas empresas e em outros locais”, contextualiza Gauthama no início do debate. Além disso, estamos passando de um modelo de saúde hierárquico e assimétrico, em termos de informação, para um modelo de coordenação de cuidado, visando a parceria entre os stakeholders. A mudança estrutural do setor é certa. Observamos uma avalanche de novas tecnologias, necessidade de se utilizar a informação de forma estratégica no setor, e um movimento no qual empresas tradicionais de TI e comunicação têm encontrado, cada vez mais, oportunidades na saúde.

Para César, a tecnologia deve ser vista como ferramenta, e não como fim. Isso quer dizer que uma empresa de tecnologia é, por essência, uma empresa que emprega as suas soluções para resolver desafios dos setores, sejam eles quais forem. Entre as low hanging fruits da saúde, ou seja, problemas que devem ser priorizados e já são possíveis de serem solucionados com tecnologia, estão a melhora na produtividade em termos administrativos do setor e o aumento da qualidade do atendimento ao paciente. Apesar de ressaltar os tópicos como pontos de ganho imediatos, ele reconhece que modelos ancorados em sistemas muito tradicionais, como o em questão, não mudam de um dia para o outro.

Ricardo, que fez a transição do mundo de telecomunicações para a saúde, completa dizendo que ferramentas, como Analytics, e o intercâmbio de profissionais de outros setores são fundamentais nesse cenário de evolução. Ele cita alguns exemplos da utilização dessa tecnologia no Einstein, como a oportunidade de se usar toda a informação disponível no sistema para otimizar processos, como a predição de ocupação de leitos na UTI. “A inteligência dos sistemas está aumentando, bem como a integração e a automatização. É uma mina de ouro o poder destes dados!”, diz o executivo. Ele completa, ainda, que não acredita na inteligência artificial como tomadora de decisão na assistência, e sim como mais um auxílio ao trabalho médico, em especial no cruzamento de informações. Hoje, segundo o executivo, uma enfermeira pode levar até 8h para observar uma deteorização clínica de um paciente, e com a ajuda de modelos preditivos, há uma antecipação de quatro a oito horas, um ganho excepcional para o paciente.

Aproveitando o momento de transformação do sistema, Gauthama cita o papel cada vez mais ativo do paciente em sua própria saúde, e o suporte que a tecnologia, como peça-chave, emprega nesse novo molde de relacionamento com o cliente, considerando não somente o momento de assistência, mas como manutenção integrada da saúde.Visando a redução de desperdícios no setor e aumento de eficiência, Gauthama aborda a questão da interoperabilidade entre os sistemas de provedores, pagadores, governo e indústria. A pergunta direcionada à Cesar questiona a disponibilidade atual de tecnologia para este desafio.

O CEO da AxisMed responde que, de fato, a parte tecnológica de conexão entre os sistemas e bases de dados não é um problema. “O que acontece é que estamos falando de um sistema complexo e atrelado a interesses. Há um ponto de demonstração de que esta tecnologia e processo de digitalização da jornada mostre um benefício para todos da cadeia”. Ele ainda comenta, que por não existir um sistema integrado e que permita uma visão holística do histórico e interações do paciente. Há casos de sugestão de um tratamento X por ser inicialmente mais barato do que o Y, mas os decisores não consideram muitas vezes, o custo a longo prazo com medicações, internações, e até a própria experiência do paciente. Cesar fecha trazendo três dicas: “Primeiro deve haver uma movimentação do setor privado para evoluir o modelo. Em seguida, os decisores devem entender que a transformação digital não é uma tendência, é algo vital. E por fim, as instituições devem ser práticas e dar pequenos passos. No final, há duas opções, ou você faz parte disso, ou está fora do mercado.”

Fonte: https://saudebusiness.com/noticias/transformacao-digital-em-saude-desafios-e-perspectivas/

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